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Ser o maior nome da música e o maior destaque no mundo por uma década não é pouco. Mas foi exatamente assim a década de 80 para o cantor Michael Jackson quando ele se consagrou como um superstar.
A carreira solo de Michael começou na década de 70, mas foi em 1979 que ele sentiu uma palhinha do sucesso, com o álbum Off the Wall, produzido por Quincy Jones. A parceria virou sinônimo de sucesso. No disco, há uma canção composta com o ex-Beatle Paul McCartney, Girlfriend - uma parceria que voltou a acontecer em Thriller, quando os dois cantaram juntos a canção The Girl Is Mine, e no disco Pipes of Peace, de Paul, com o hit Say, Say, Say.
Recorde imbatível
Thriller, de 1982, é o disco mais vendido de todos os tempos até hoje. Foram 40 milhões de cópias no lançamento inicial e sete das nove músicas estiveram entre as dez mais da parada da Billboard - até hoje foram 65 milhões de unidades vendidas. Na época, a revistaTime descreveu o artista como ''um compositor que acertou a batida de uma década. Um dançarino com os pés mágicos. Um cantor que ultrapassa todas as fronteiras de gosto, estilo e cor também''. Não por acaso, Michael ganhou o número inédito de oito prêmios Grammy com o disco, que também revolucionou a música ao misturar funk com hard rock - o cantor convidou o guitarrista Eddie Van Halen para fazer um solo na faixa Beat It, fundindo a cabeça dos críticos.
O auge da fama veio em março de 1993, quando dançou o moonwalk ao vivo no especial para a TV Motown 25: Yesterday, Today, Forever. De chapéu, calças pretas com as meias brancas à mostra e uma luva de cristais na mão esquerda, ele transformou a apresentação de Billie Jean no clipe clássico da canção e apresentou um novo ícone ao mundo. ''O sucesso dele serviu como um novo paradigma para o que é sucesso'', afirma o site All Music Guide.
Sou mau
Em 1987, Michael não perdeu o rebolado. Lançou Bad, que vendeu 25 milhões de cópias e se reinventou como um bad boy sensível. Os fãs foram presenteados com vários hits como I Just Can't Stop Loving You, Bad, The Way You Make Me Feel e Dirty Diana. As canções tinham guitarras elétricas, funk e jazz e as letras falavam da superexposição provocada pelo estrondoso sucesso. No mesmo ano, foi lançado Moonwalker, um livro autobiográfico. O astro se perdeu musicalmente no início dos anos 90, com os ambiciosos e vazios Dangerous e a coletânea HIStory. Michael Jackson deixou, nesse momento, as páginas de revistas de música para ganhar os tablóides e as folhas policiais de jornais.
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